04/06/2017

Invasão dos micos: 586 primatas na Bahia são testados para febre amarela


Invasão dos micos: 586 primatas na Bahia são testados para febre amarela

“Passou o macaco, agora é o morcego”. Você já deve ter ouvido alguém falar isso. O susto com a febre amarela acabou e, agora, o que está no radar são as picadas de morcegos. Mas, só por que você não pensa mais sobre isso, não quer dizer que a doença não esteja sendo acompanhada de perto, especialmente no interior.  Desde o início do ano, quase 600 primatas não humanos – mais especificamente, 586 micos e macaquinhos – foram encaminhados ao Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Muniz (Lacen) com suspeita de febre amarela. Vieram de 116 municípios de todos os cantos do estado –, além de Salvador (confira lista). No ano passado, nenhum dos 490 animais que chegaram lá no mesmo período foi testado para a doença. Ou seja: o aumento foi de 586%.  Mesmo assim, como destaca a diretora do Lacen, Zuinara Maia, a Bahia, assim como São Paulo, não teve nenhum caso de febre amarela em humanos com transmissão dentro do próprio estado. Os dois casos registrados aqui foram de pessoas que viajaram para Minas Gerais e Espírito Santo e contraíram a doença nesses estados.
No “auge” do surto de febre amarela no país, entre os meses de abril e maio, o Lacen recebeu a maior parte dos macacos: eram 50 por semana. Hoje, quando as coisas parecem ter se acalmado, o número ainda é grande: em média, três primatas chegam, por dia, à unidade, com a suspeita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário